quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vício ao jogo é doença e deve ser tratada

O jogo pode se tornar um vício. E no Brasil, quatro milhões de pessoas têm problemas graves com o jogo, como comprova o levantamento realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceira com a Secretaria Nacional Antidrogas.
O problema afeta 2,3% da população, sendo1% jogadores compulsivos enquanto 1,3% estão prestes a desenvolver a mesma patologia. E ainda segundo os dados da Unifesp, os dependentes do jogo não procuram ajuda médica, por vergonha e falta de informações, levando até oito anos para tomar a atitude e reconhecer a doença e buscar auxílio.
De acordo com Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório de Jogo Patológico do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, a demora ocorre porque o paciente se acha um fraco, um imoral e muitas vezes nem sabe que deve procurar ajuda de um psiquiatra. Além de haver muito estigma sobre o problema, completa o coordenador.

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