RAZÃO NO. 1 - Em primeiro lugar, antes de comentarmos o odiento fanatismo religioso, que é a causa aparente do conflito entre árabes, cristãos e judeus, temos que abrir mais claramente a controvérsia, tocando naquilo que é a principal motivação do ódio e conflito revelados:. CADA UM DOS GOVERNOS QUER CONQUISTAR AS TERRAS PARA SI E PARA SUA GENTE; com o agravante que, por razões estupidamente religiosas, eles acrescentam a tais vontades de dominação territorial um misticismo completamente irracional, pois atribuem a tais terrenos condições ligadas a emoções religiosas de alta sensibilidade ( que no caso, por exemplo, das disputas pelas terras no Amazonas não existem, pois todos os imigrantes para aquelas regiões, salvo os nativos locais, são gente de fora, brancos).
RAZÃO NO. 2 - Historicamente, tudo parece indicar que a vida como a conhecemos hoje, isto é, as populações, os inventos, a educação, o progresso, as invasões, tudo começou e ocorreu naquela área do Oriente Médio. Os grandes impérios, como o Império Romano, por exemplo (não é nem preciso citar outros), dominaram aquela região, por centenas de anos. O mesmo ocorreu com os variados povos egípcios e tudo isso porque, diferentemente, de uma Europa congelada no inverno, o clima daquela região é extraordinariamente mais agradável e muito mais produtivo. Assim, para simplificar, o Oriente Médio constituiu o começo da história conhecida.
RAZÃO NO. 3 - Dito isso, inicia-se então o verdadeiro conflito, embora conforme observei, a verdadeira causa da controvérsia permaneça fechada e não discutida , isto é o fanatismo religioso. E ai soma-se uma grande quantidade de subfatores igualmente escondidos Vejamos, então, o que ocorre . Temos de saída a circunstância de que os líderes dominantes, em primeiro lugar, se enrolam na bandeira emocional de sua religião e de seus companheiros subordinados, obtendo assim um completo apoio de suas massas, ao mesmo tempo que parecem, a seus inimigos, completos idiotas, pois dão com a cabeça numa parede designada como conversando com seu imaginário Deus. O mesmo fanatismo ocorre com os seguidores cristãos, que tratam com desprezo seus irmãos árabes muçulmanos, que, igualmente, batem com sua cabeça contra o chão em suas mesquitas em nome de um Deus impessoal. E ainda por cima, pairando com certo ar arrogante e representativo de uma religião supostamente “mais avançada”, temos uma mistura curiosa de um cristianismo discretamente católico, mais para atender aos visitantes turistas estrangeiros, com uma versão tipicamente local de um diferente cristianismo ortodoxo, resultado de um tola briga centenas de anos anteriormente entre líderes do Vaticano em Roma;
RAZÃO NO. 4 - Por razões extremamente longas e de um certo modo confusas ocorridas durante a I Guerra Mundial, que tentarei sumariar aqui com umas poucas frases, o governo britânico prometeu, com propósitos políticos aos lideres religiosos israelitas conceder a” terra prometida” (naturalmente a região onde hoje se acha Israel) sem dar muita importância aos então governos árabes muçulmanos locais que também almejavam manter o mesmo território para si. E ai nasce, então, a confusão, isto é, o roubo de terras de um grupo pelo outro e os vários fanatismos religiosos envolvendo as partes em conflito.
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