quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Protesto de motoristas de vans causa lentidão na Zona Sul de SP

Um protesto que contava com a participação de cerca de 400 vans deixou o trânsito lento em avenidas da Zona Sul de São Paulo, no início da tarde desta quarta-feira (18), segundo informações da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Os manifestantes se concentraram em um centro de exposições na Rodovia dos Imigrantes, por volta das 13h50. Em seguida, saíram em caravana pela Avenida dos Bandeirantes, Marginal Pinheiros, Avenida Francisco Morato e Avenida João Jorge Saad.
O objetivo era seguir até o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, pela Avenida Morumbi, mas os donos de lotação decidiram parar na Praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao estádio do Morumbi, por volta das 15h40. De acordo com a CET, a manifestação provocou lentidão de 2,5 km na Avenida dos Bandeirantes e de 3,2 km na Francisco Morato no horário.
De acordo com a PM, a manifestação foi convocada pelo Sindicato das Empresas de Transportes, Locação e Fretamento do Estado de São Paulo para reivindicar que as vans, micro-ônibus e similares passem a ser consideradas como ônibus de fretamento e tenham a circulação liberada nas rodovias do estado.
Além disso, o objetivo também é o de protestar contra a fiscalização por parte da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que tem aplicado multas às vans em várias cidades do interior, como Campinas, Jundiaí e Sorocaba.
Por meio de nota, a Artesp esclareceu que a legislação vigente no estado “não permite que vans operem no Sistema de Transporte Intermunicipal de Passageiros” e que a “exceção se faz exclusivamente para o transporte de estudante, que possui legislação específica”.
Além disso, a agência destaca que a “regulamentação e fiscalização do serviço são de fundamental importância para a segurança dos passageiros”. “O serviço ilegal oferece inúmeros riscos aos passageiros, uma vez que o veículo não é vistoriado, não há garantia de que o motorista seja habilitado para atuar no transporte coletivo e, em caso de acidente, não há seguro para os passageiros”, ressaltou, no comunicado.

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