terça-feira, 5 de julho de 2011

Crítica sobre o filme:Os Pinguis do Papai,interpretado pelo ator Jim Carrey

Para fazer essa passagem, começou apostando nesta comédia familiar, adaptação de um livro infantil lançado em 38 que conta a história de um sujeito que recebe uma inusitada herança de seu pai: um pinguim. Na trama, o Sr. Popper (Carrey) é um homem de negócios que não tem tempo para a família.
Ao tentar devolver o animal que recebera, acaba encomendado mais cinco por engano. E isso faz com que sua relação com os filhos e a ex-mulher melhore, além de despertar valores que o Sr. Popper parecia ter perdido com os anos.
A mensagem simples de dar valor à família não é nada original, mas a ligação com o amor vivido pelos pinguins rende uma conclusão satisfatória – embora um tantinho piegas. O diretor Mark Waters (de bons filmes como E Se Fosse Verdade…, As Crônicas de Spiderwick e Meninas Malvadas) ambienta muito bem o conto original e tem a ajuda de um elenco secundário competente.
Mas é inegável que se Carrey não possuísse um talento tão genuíno e carisma suficiente para segurar momentos pouco inspirados, o filme simplesmente não sobreviveria. Em Os Pinguins do Papai, o comediante não abre mão do humor pastelão e das caretas que lhe renderam tanto sucesso durante a carreira. Reconhece, entretanto, que a partir de agora esse lado pode ser apenas um complemento – e não mais a base para seus personagens.

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